sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Relatos de mais um dia, direto do universo inverso insano de ponta-cabeça.

Feriado. Acordei disposta e resolvi arrumar algumas coisas do meu quarto, como se isso automaticamente fosse ajudar a arrumar a minha vida. Mexendo em montes e mais montes de papéis, me deparei com inúmeras lembranças de uma pessoa que agora parece estar tão, mas tão distante. De uma pessoa tão mais leve. Do começo e do começo do fim de um certo amor. Fim mesmo? E me peguei pensando no tempo, no significado das coisas e na irreversibilidade daquilo que já foi feito. Mudar é difícil até quando é internamente. A gente tem essa coisa de lutar e se agarrar com todas as forças naquilo que gostamos, mas né, é difícil. 

Três anos passam muito rápido. E ao mesmo tempo é tanto tempo. Que corre, foge das mãos, do controle.

Os erros estão ai, um amontoado deles. Mas o Eu do passado está ai pra me ensinar como pode ser bonito. Já mudei uma vez, sem querer, e posso mudar de novo. Mas dessa vez com a maior vontade de todo o meu universo inverso insano de ponta-cabeça. Vontade imensa do bom, do bem. Pra mim e pro outro. Pro par. E se o tempo realmente é solução pra alguma coisa, há de estar ao meu favor. Peço pra vida num tom de necessidade. Eu vejo a minha felicidade em cores nítidas, passeando por ai. Torço para que não desbote e volte pro meu mundo torto são e salvo, fazendo dele o porto seguro de que tanto sentimos falta.






(Só desapertando o peito comigo mesma. Sinto saudades, espero e tento.)

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